sábado, 24 de novembro de 2012

A cicatriz do amor

Que esta linda história sirva de exemplo para meditarmos sobre a vida….

Um menino tinha uma cicatriz no rosto e as pessoas do seu colégio não falavam com ele e nem se sentavam ao seu lado; na realidade, quando os colegas do seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.
Então a turma reuniu-se com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não frequentasse mais o colégio.
O professor levou o caso à diretoria do colégio. A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão: Que não poderia tirar o menino do colégio e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar na sala de aula e o primeiro a sair. Desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhasse para trás.
O professor achou magnífica a ideia da diretoria; sabia que os alunos não olhariam para trás. Levada ao conhecimento do menino a decisão, ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: Que ele comparecesse na frente dos alunos na sala de aula para dizer o porquê daquela CICATRIZ.
turma concordou e, no dia seguinte, o menino entrou na sala, dirigiu-se à frente da sala de aula e começou a relatar:
-Sabem, turma, eu consigo entender-vos; na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri. A minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa passava roupa para fora; eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade…
A turma estava em silencio atenta a tudo. O menino continuou:
Além de mim, havia mais 3 irmãozinhos: um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.
Silêncio total na sala. …
Foi aí que, não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira, começou a pegar fogo; a minha mãe correu até ao quarto em que estávamos, pegou o meu irmãozinho de 2 anos ao colo, eu e o meu outro irmão pelas mãos e levou-nos para fora, havia muito fumo e as paredes que eram de madeiras pegavam fogo e estava muito quente….
A minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois tinha que voltar para pegar a minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chamas. Só que quando a minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali não a deixaram entrar para trazer a minha irmãzinha. Eu via  a minha mãe a gritar: ‘minha filhinha esta lá dentro!
Vi no rosto da minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram a minha mãe entrar…
Foi aí que decidi… Peguei no meu irmão de 2 anos que estava no meu colo e coloquei-o no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí entre as pessoas e quando perceberam, eu já tinha entrado na casa. 
Havia muito fumo, estava muito quente, mas eu tinha que pegar a minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando lá cheguei ela estava enrolada num lençol e chorava muito…
Nesse momento, vi cair alguma coisa; então me atirei para cima dela para protegê-la e aquela coisa quente encostou-se no meu rosto…
A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada; então o menino continuou:
Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tenho alguém lá em casa que a acha linda e todos os dias quando chego a casa, ela, a minha irmãzinha, beija a minha cicatriz porque sabe que é marca de AMOR.

Com esta história, conseguimos perceber que o mundo está cheio de CICATRIZES.
Não falo das cicatrizes visíveis, mas das cicatrizes que não se vêm, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou com as nossas ações.

Há mais de 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES nas suas mãos, nos seus pés e na sua cabeça. Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES…
Essas também são marcas de AMOR. Nunca se esqueçam disso.

Jesus nos ama.

Que Jesus nos abençoe sempre em nome do amor.


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